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Não compreendo os homens - Parte VIII

por mulher, em 19.07.14

Numa dessas conversas de mulheres sobre homens, em que os ditos dariam um bracinho para estarem presentes e deste modo acederem ao deslindar de mistérios femininos, uma amiga dizia, com toda a frontalidade que a caracteriza (os Deuses a conservem assim por muitos anos) : querem saber como manter um homem calmo e submisso? Não há nada que enganar, passarinha todos os dias.

Que me perdoem as audiências mais susceptíveis pela linguagem prosaica mas assim foi. E logo se instalou ali a polémica... Só canseira, diziam umas, isso é no princípio quando é tudo muito bonito, clamavam outras... Mas a minha amiga, já com dois casamentos no currículo, debitava do alto da sua sabedoria: Os vossos homens devem andar muito nervosos, de certeza...

Na verdade é aqui que reside toda a nossa diferença. Estando nós furibundas com o companheiro, a dar razão ao nosso rico paizinho que sempre disse que aquele malandro não nos merecia, qual é a nossa primeira reação? Exatamente. Nenhuma. Espera aí que eu já te atendo, rosnamos entredentes... e ali ficamos de costas viradas a noite toda. Não interessa qual foi o motivo, se foi a parca ajuda nas lides domésticas, a hora tardia a que chegou, ou a falta de lembrança de uma data especial. O castigo é sempre o mesmo e ainda ganha bónus extra conforme se vão sucedendo mais incidentes. Já eles não pensam assim. Têm sempre esperança que as coisas se resolvam da forma mais prazerosa possível. Isto com uns amassos resolvia-se logo, pensam eles, deixa lá ver se o dia ainda se safa...

É uma arma poderosíssima e como todas quando cai em mãos menos correctas, incapazes de lhe dar o (bom) uso devido, é um sarilho. Dos grandes. Que de sarilhos pequenos não reza a história.

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